Porrada de M67 em cima do inimigo!
- 4 de ago. de 2018
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Em 2016, no Dia Mundial do Rock, Matheus Naveca e Gabriel Alladoh, através de uma conversa informal assistindo aos shows de algumas bandas, resolveram montar um projeto musical em que ambos estivessem envolvidos, com uma nova identidade musical e temática que diferenciasse a banda dos outros estilos, até então, predominantes. No início de janeiro do ano seguinte, eles reuniram bastante material e letras, que ambos já haviam escrito nos anos anteriores, e montaram um cronograma com datas, metas e prazos para o que viria a ser o projeto M67.
A banda sempre contou com seis integrantes, mesmo já tendo mudado de baixista três vezes. Por conta disso, a atual formação conta com os vocais guturais de Matheus Naveca; a bateria agressiva de Gabriel Alladon; o baixo sobrevivente de Daniel Marques; a guitarra pesada de Jefferson Gomes (Jeff); o blues man Ricardo Santos (Opala) na guitarra solo, além do agenciador, produtor, editor e técnico Luiz Felipe Bastos (Boca). Com essa formação, podemos ter uma ideia exata do poderio armado que a banda M67 possui nos palcos, sempre nos proporcionando apresentações marcantes e extremamente agressivas, expressando exatamente o teor de suas letras que são inspiradas nos terrores da guerra, a sangria do cotidiano, o analfabetismo político nas disputas ideológicas, além de retratarem situações do cotidiano e um pouco do nosso folclore.
Todas as letras são de autoria do vocalista Naveca e do baterista Alladoh, que compõem cada canção em perfeita sintonia, onde uma música encaixa na temática da outra, dando mais peso nos versos das letras - que, muitas vezes, parecem ser escritas pela mesma pessoa, devido a enorme sintonia entre ambos. Já na questão musical, o som da banda transcende da influência musical de cada um dos seis integrantes, com uma levada de Punk Rock Hardcore, Rock N’ Roll, mas com uma tendência maior na pegada do Crossover Trash, estilo surgido na década de 80 para descrever a primeira levada de bandas que misturavam o Hardcore Punk com o Trash Metal.
E abril de 2017, a M67 fez seu primeiro show no 1º Festival Cultural de Rua (F.C.R), onde a banda tocou apenas quatro músicas, pois eram as primeiras e únicas que estavam prontas, já que o grupo normalmente se recusa a fazer cover. Desde esse primeiro show, que apesar do curto repertório foi um show muito insano e que abriu várias portas para novos convites em grandes festivais e apresentações pela cidade, além da musicalidade e das letras agressivas, a banda também conta com o uso de máscaras em suas performances, o que levantava várias suspeitas e intrigava o público no começo.
“O lance com as máscaras sempre é colocado em evidência. A galera fica meio de banda quando vê pela primeira vez. Elas ficam sem saber o que está acontecendo. Alguns ficam intrigados, outros preocupados... já vimos até alguns fecharem a mão em punho cerrado, esperando pelo pior (risos). Mas logo depois a galera saca que faz parte da ideia teatral da banda. O lance é parecer um esquadrão tático, com nossas metralhadoras (guitarras e baixo), nossas granadas (vocais) e nosso tanque de guerra (bateria). E as máscaras estão no meio disso tudo”, disse Alladon ao CDR.
Apesar do pouco tempo de estrada, a M67 já fez alguns shows inusitados pela cidade. Um show marcante para o grupo foi o lançamento do EP da banda HellConfesso, um evento Underground mesmo, cheio de Headbangers “polgando” e fazendo roda, além de uma moçada cantando as músicas da banda, e no final, usando a Pick Up do baterista Alladon. O grupo ainda ofereceu carona, para uma galera de mais ou menos 15 pessoas, até a parada mais próxima de onde rolava o evento, enfrentando uma ladeira íngreme ao extremo (claro que com todo o cuidado, movimentando-se bem devagar para ninguém cair e rolar ladeira abaixo).
O nome M67 é inspirado numa granada de mão de fragmentação usada pelas Forças Militares dos Estados Unidos e Canadá, onde é chamado de C13. A M67 é uma substituta para a granada M61, usada durante o Vietnã, e as granadas mais velhas Mk 2 'pineapple' (abacaxi), usadas desde a Segunda Guerra Mundial. "Achamos que tem tudo a ver com a banda, uma granada pequena, mas com um grande poder de destruição. Ela está presente em nossa logo, dentro da boca da caveira (risos)”, comentou Gabriel Alladon.
Opinião da banda sobre a Cena Rock Manauara
“A cena Manauara é bem difundida, tem espaço para todos. Hoje, podemos ver um “boom” de bandas surgindo, seja autoral ou cover, e todos têm publico, basta saber cativar e conquistar os seus entusiastas. É claro que é difícil agradar a todos, mas as mensagens que cada banda envia tem um destino certo, e só quem compreende ou toma para si o que está sendo propagado pela banda é justamente quem vai curtir, compartilhar, comparecer aos shows, comprar material, mostrar para os amigos, ouvir no setlist diário, etc. Tem uns e outros que gostam de dar opiniões sorrateiras, como se a cena fosse uma espécie de Britain's Got Talent, do qual podem ser medidas, quando na verdade, é só uma questão de opinião. Felizmente, essas são situações isoladas e a cena é bem unida no geral, pois as bandas se apoiam e sempre fazem conexões, além do público que é bem ativo, isso é o mais importante”.
A banda M67 já finalizou a gravação do seu primeiro EP intitulado GRANADEIRO, que já está em processo de finalização para o lançamento em mídia física. Quem quiser conferir um pouco mais o trabalho da M67, a banda realizou um pré-lançamento de quatro faixas nas plataformas do Youtube, Bandcamp e Soundcloud. O lançamento oficial ainda não tem uma data definida, mas está previsto para acontecer neste ano, contando com sete faixas. A banda também está vendendo suas camisas através de sua fan page no Facebook, basta encomendar.
Então vamos partir para esse ataque pesado com muita porrada e lançamento de M67 no inimigo!
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