SURF NO BANZEIRO DA CREPÚSCULO
- 28 de fev. de 2018
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Em dezembro do ano passado, no Armazém Motorock, a banda CREPÚSCULO lançou o seu primeiro CD de estúdio intitulado SURF NO BANZEIRO – resgatando, com profissionalismo, canções clássicas do grupo, compostas e produzidas entre os anos de 2003 a 2011.
Sendo uma das bandas mais respeitadas e adoradas da cidade, apelidada carinhosamente pelos amigos e fãs de ‘Bebúsculos’, a CREPÚSCULO conseguiu deixar suas músicas com uma nova cara – sem perder sua essência e a originalidade musical –, mantendo sua identidade firme em canções que já embalavam a moçada do rock autoral desde os tempos de Centrão, Mac Intosh, Fronteira Norte e outros grandes festivais daquela época, mostrando que a banda continua agitando nas festas de Rock N’ Roll do cenário amazonense.
O CD foi gravado no Estúdio HS, situado no Distrito Industrial, e contém ao todo seis faixas narrando experiências vividas pelos seus integrantes de uma forma fictícia e outras reais, procurando sempre manter e colocar a regionalidade nas letras garantindo, assim, a identidade da banda, além de explorar diversas vertentes dentro do estilo Rock N’ Roll.
Ao ouvir o disco é possível perceber uma sonoridade de Blues e Jazz, um pouco de Rockabilly, influências de Heavy Metal e Hardcore, contendo, ainda, uma dose carregada de psicodelia – como na faixa “O Cavalo do Rei”, por exemplo.
A concepção desse trabalho atravessou várias fases da CREPÚSCULO, envolvendo muita gente também – desde ex-integrantes, amigos da noite (dos bares) e de outras bandas – num período de experimentação que, por vezes, fizeram mal em alguns momentos, porém, também serviram para fechar o ciclo que se encontrava aberto há algum tempo. E o mais importante é que eles sobreviveram.
“Tudo foi feito com muito carinho, cuidado e de forma sincera, sem forçar a barra ou tentando direcionar a banda para algo forçado”, declara Gustavo de Sá, baterista e fundador da banda.
A CREPÚSCULO teve algumas formações notórias durante todo esse período. Integrantes saindo e voltando, outros ficando por um tempo – ou por um show –, e assim seguiu a banda formando seu legado.
Formação
Já teve formações com Branco, Cazuza, Gustavo de Sá e Klinger; depois Branco, Gilvan (Carcaça), Gustavo de Sá e Klinger; teve também Tiago, Jofran, Gustavo de Sá e Beto; em seguida Tiago, Jofran, Gustavo de Sá e João Rillen, até chegar à formação atual com Branco, João Rillen, Cazuza, Gustavo de Sá e Alexandre. Tiveram, ainda, alguns músicos que passaram rapidamente – como o guitarrista Leandro, da Aves de Rapina, que tocou em alguns shows da banda.
Teve também a galera que ficou pouco tempo, mas colaborou nas gravações do CD – como Charles Gustavo e Neper que gravaram os baixos, e Alexandre Colares que gravou alguns solos de guitarra. O Guitarrista Jofran e o baixista Klinger foram importantes pelo longo tempo que ficaram na banda, contribuindo para a concepção e amadurecimento das músicas, porém, não gravaram nenhuma faixa em estúdio.
Nas faixas das músicas encontramos, como já foi dito, uma boa dose de psicodelismo. A música “O Cavalo do Rei” retrata uma verdadeira viagem sonora, com uma letra muito bem escrita e apocalíptica; a faixa “Surf no Banzeiro” com sua pegada Rockabilly e Surf Music – inconscientemente mexe com o nosso orgulho nortista. Já a faixa “Festa de Rock N’ Roll” te leva para as velhas festas de Rock dos tempos de escola, onde curtíamos a noite toda na casa dos amigos, cercados de meninas e sem hora para voltar pra casa; enquanto “Instintos Animais” é um Blues pesado e muito bem elaborado, onde a banda mostra todo o seu talento musical, desde o excelente vocal, nas viradas de bateria, nos solos de guitarra e a pegada do baixo, sem contar a letra sensual e debochada.
Outra mistura de Blues e Rock N’ Roll é a faixa “Ampulheta dos Viciados”, com uma letra muito louca da qual retrata a velha identidade da banda e de seus integrantes; Já “O Preço” é uma viagem sem volta, fechando o CD com chave de ouro (uma chave que poderá ser usada de várias maneiras... pense nisso!).
Portanto, SURF NO BANZEIRO celebra uma das bandas mais respeitadas e queridas da esfera Rock N’ Roll da cidade que, mesmo após anos de idas e voltas, sempre está na ativa – direta ou indiretamente –, contribuindo para o nosso cenário!












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