PLATINADOS LANÇA "BETTY BOOP"
- 10 de out. de 2017
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Banda que representou o underground manauara nos anos de 1990 com letras bem humoradas e performances alucinadas, diferente do ‘existencialismo’ roubado do grunge que contaminou muitas bandas da época, a Platinados está de volta. Depois de alguns revivals marcantes, a banda capitaneada por Clóvis Rodrigues (também vocalista de Os Tucumanus), viu que era hora de voltar com novidades, entre estas, a necessidade de imprimir uma nova sonoridade trazida pelos novos integrantes e a gravação do EP que irá suceder o trabalho de estreia “Acudecavalo”, clássico underground que ano passado completou 15 anos de lançamento.
Como aperitivo a banda lançou recentemente, via web, o single “Betty Boop”, música já conhecida por quem acompanhava a banda e que serve de cartão de visitas aos novos fãs de uma nova década. “A produção foi do Bruno Prestes e Andrei Gomes (baixista da banda Pacato Plutão) e o resultado ficou muito bom. Destaque para os arranjos do naipe de metais, elemento inédito nas canções da banda, que estarão presentes nas outras faixas também”, comenta.
Nova formação
A ideia de um retorno era algo pensado por Clóvis já há algum tempo, disse o músico, que sempre via ‘segundas intenções’ nos revivals. Quando viu a hora certa de atacar, era a vez de conseguir novos colegas de banda, assim foram convocados o baixista Thomaz Campos (Superalma e Infâmia), o baterista Anastácio Júnior (Infâmia, Alaídenegão e Superalma) e Andrei Gomes nas guitarras.
“Conheci o Thomaz há cinco anos em uma das tentativas de voltar com a banda, uma indicação do Amauri Frazão (Underflow), nosso guitarrista na época. Depois vi o Thomaz arrebentando na Infâmia, um cara supertalentoso e faz rock’n’roll. Na Infâmia ainda está o AJ (Anastácio Júnior), que também conheci em 2010 com a Alaídenegão. O Andrei está na produção do próximo play e manda ver na guitarra”, comemora Clóvis.
Sobre a escolha dos companheiros de banda para o retorno, Clóvis disse ter acertado, mesmo que estar em outras bandas possa dificultar um pouco. “É uma galera supertalentosa que abraçou o projeto e estamos seguindo em frente. Claro que todos nós temos nossas outras bandas, mas o que importa é estar ‘presente’ em tudo que se faz. E essa parada de tocar e criar projetos paralelos, só prova o quanto talentosa é essa galera”, fecha.
Sobre os velhos tempos, Clóvis comenta sem saudosismo. “Ano passado o ‘Acudecavalo’ completou 15 anos de história e realmente foi marcante pra mim, como acredito ter sido pra quem viveu aquele período. Mas são outros tempos e o certo é que a Platinados continua fazendo rock'n’roll” resume.
Influência platinada
Baterista de Os Playmobils, Henrique Magnani comenta sobre a importância e satisfação de tocar com os Platinados. “Lembro-me de uma apresentação histórica da Platinados no antigo FUM (Festival Universitário de Música) na Ufam, abrindo para o Ira. Era o fim da década de 1990 e naquela noite constatei a importância e a força que a banda tinha. Vi pela primeira vez o público cantar as letras de uma banda local e isso incentiva qualquer um a fazer seu próprio som” disse Magnani.
Influenciados pelo humor escrachado da Platinados, os músicos da DPeids são gratos pela volta da banda, afirma o vocalista Carlos Castilho. “Tocar com a Platinados vai ser muito louco. Ter uma banda como a Platinados, com toda a sua história ainda presente na cena, diferente de tantas outras do seu tempo que já acabaram, é até um presente pra nova geração”, conclui Castilho.
Ouça e baixe o single Betty Boop:
(publicado originalmente no Jornal do Commercio em 25 de agosto de 2015)












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